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Alternativas para a resolução de conflitos: conciliação e mediação

Conciliação e Mediação como Alternativas na Resolução de Conflitos · resumo, macete e questões para concurso

Entenda primeiro

Entenda Alternativas para a resolução de conflitos: conciliação e mediação de um jeito simples

Sabe quando você e seu amigo brigam por causa de um brinquedo ou por quem vai jogar primeiro? Em vez de um adulto decidir quem está certo e quem está errado, a conciliação e a mediação são jeitos de vocês mesmos conversarem e encontrarem uma solução que seja boa para todo mundo. É como se fosse um 'jeito de conversar para resolver problemas' sem precisar de um juiz, que é tipo um 'árbitro' que decide tudo.

Funciona assim: tem uma pessoa que ajuda vocês a conversarem – essa pessoa é o conciliador ou o mediador. Ela não toma partido de ninguém, é como um 'facilitador' da conversa. A diferença é que o conciliador, que é mais para brigas rápidas e simples (tipo quem vai pagar a conta do lanche), pode até dar umas ideias de como resolver. É como se ele dissesse: 'Que tal cada um usar o brinquedo por meia hora?'. Já o mediador, que é para brigas mais complicadas e que envolvem pessoas que vão continuar se vendo (tipo pais que se separam, mas precisam decidir sobre os filhos), ele não dá ideias. Ele ajuda vocês a falarem o que sentem, o que querem e a pensarem juntos em uma solução. É como se ele perguntasse: 'O que é importante para você? E para você? Como podemos fazer para que os dois fiquem felizes?'. Ele ajuda a 'desatar o nó' da conversa para que vocês mesmos encontrem a melhor saída.

Pense na conciliação como quando você e seu irmão brigam por um pedaço de bolo. O conciliador pode sugerir: 'Que tal dividir o bolo ao meio?'. É uma solução rápida para um problema pontual. Já a mediação é mais como quando você e seus pais precisam decidir as regras da casa, como a hora de dormir ou de usar o celular. Não é uma briga de uma vez só, é algo que precisa ser conversado e ajustado sempre, para que a vida em família continue boa. O mediador ajuda todos a falarem e a criarem as próprias regras, que funcionem para todo mundo. É um jeito de 'construir pontes' onde antes havia um 'muro' de silêncio ou briga.

No mundo real, isso é superimportante. Por exemplo, se dois vizinhos estão brigando por causa do barulho, em vez de irem para a justiça e gastarem tempo e dinheiro, eles podem ir a um conciliador. O conciliador ajuda eles a conversarem e a combinarem um horário para o barulho, por exemplo. Ou, se um pai e uma mãe estão se separando e não conseguem decidir quem fica com os filhos e como vai ser a visita, eles podem ir a um mediador. O mediador ajuda eles a conversarem sobre o que é melhor para os filhos e a chegarem a um acordo que funcione para a nova vida da família. É um jeito de 'resolver as coisas na conversa', sem precisar que alguém de fora decida por eles.

O resumo da ópera é que conciliação e mediação são jeitos de resolver conflitos conversando, com a ajuda de alguém que não toma partido. A conciliação é para problemas mais simples e pontuais, com o ajudante podendo dar ideias. A mediação é para problemas mais complexos e de longo prazo, onde o ajudante foca em fazer as pessoas conversarem para que elas mesmas encontrem a solução.

Macete

Como memorizar

CAMAR

Lei seca

O que diz a lei

Art. 165 do CPC/2015Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.Ler no texto oficial ↗
Art. 166 do CPC/2015A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada.Ler no texto oficial ↗
Art. 2º da Lei nº 13.140/2015A mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e de prevenção de litígios será orientada pelos seguintes princípios: I - imparcialidade do mediador; II - isonomia entre as partes; III - oralidade; IV - informalidade; V - autonomia da vontade das partes; VI - busca do consenso; VII - confidencialidade; VIII - boa-fé e respeito ao direito aplicável.Ler no texto oficial ↗
Aula escrita

O assunto completo

A conciliação e a mediação representam importantes alternativas para a resolução de conflitos, buscando promover a autonomia das partes e a construção de soluções consensuais, fora do litígio judicial tradicional. Ambas são mecanismos de autocomposição, ou seja, as próprias partes envolvidas no conflito são protagonistas na busca por um acordo, com o auxílio de um terceiro imparcial. O objetivo principal é desjudicializar disputas, reduzir o tempo e o custo dos processos, e preservar ou restabelecer relacionamentos, especialmente em contextos familiares e sociais, onde a continuidade da relação é muitas vezes crucial. Esses métodos são regidos por princípios como a informalidade, a oralidade, a boa-fé, a confidencialidade e a busca pelo consenso, conforme previsto na Lei de Mediação (Lei n.º 13.140/2015) e no Código de Processo Civil (Lei n.º 13.105/2015).

A distinção fundamental entre conciliação e mediação reside na natureza da intervenção do terceiro imparcial e no tipo de relação entre as partes. A conciliação é mais indicada para conflitos pontuais, onde não há um vínculo prévio duradouro entre os envolvidos ou, se houver, ele não é o cerne da disputa. O conciliador atua de forma mais ativa, podendo sugerir soluções e propor acordos, buscando um resultado rápido e prático. É comum em disputas de consumo, acidentes de trânsito ou questões cíveis de menor complexidade. Já a mediação é preferível para conflitos que envolvem relações continuadas e complexas, como em casos de família (divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia), vizinhança ou empresariais, onde a comunicação está rompida e há necessidade de reconstruir o diálogo. O mediador tem uma postura menos diretiva, focando em restabelecer a comunicação e auxiliar as partes a identificarem seus próprios interesses e a construírem suas soluções.

A aula inteira tem cerca de 1100 palavras. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.

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Mapa mental

Resolução de Conflitos

Conciliação
  • Terceiro sugere soluções
  • Conflitos pontuais
  • Sem vínculo anterior
  • Mais diretiva
  • Foco no acordo
Mediação
  • Partes constroem soluções
  • Relações continuadas
  • Com vínculo anterior
  • Menos diretiva
  • Foco na relação
Princípios Comuns
  • Imparcialidade
  • Autonomia da vontade
  • Confidencialidade
  • Boa-fé
  • Informalidade
Fundamento Legal
  • CPC/2015 (Arts. 165-175)
  • Lei nº 13.140/2015
  • Resolução CNJ 125/2010
  • Autocomposição
  • Acesso à justiça
Atuação Profissional
  • Conciliador
  • Mediador
  • Capacitação específica
  • Registro em CEJUSC
  • Terceiro imparcial
Vantagens
  • Celeridade
  • Redução de custos
  • Satisfação das partes
  • Manutenção de relações
  • Pacificação social
Conflitos Adequados
  • Família
  • Vizinhança
  • Consumo
  • Empresariais
  • Trabalhistas
Atenção

Pegadinhas que a banca explora

Treine

Questões de Certo ou Errado

Julgue o item antes de abrir o gabarito.

1. A conciliação é um método autocompositivo de resolução de conflitos em que um terceiro imparcial, o conciliador, sugere ativamente soluções para as partes.Ver gabarito
CERTO. A conciliação é caracterizada pela atuação mais proativa do conciliador, que pode sugerir soluções, diferentemente da mediação.
2. Na mediação, o mediador tem como principal função proferir uma decisão vinculante para as partes, caso elas não cheguem a um acordo.Ver gabarito
ERRADO. O mediador não profere decisões. Sua função é facilitar o diálogo para que as partes encontrem suas próprias soluções. Proferir decisões é papel do juiz ou árbitro.
3. A mediação é mais indicada para conflitos complexos e relacionamentos duradouros, pois foca na restauração da comunicação entre as partes.Ver gabarito
CERTO. A mediação é ideal para relações continuadas, pois busca aprofundar a compreensão mútua e preservar o relacionamento futuro.
4. A conciliação é geralmente aplicada em conflitos mais simples, onde o vínculo entre as partes é menos duradouro ou inexistente.Ver gabarito
CERTO. Conflitos pontuais e sem vínculo prévio ou duradouro são mais adequados à conciliação, que busca uma solução rápida e prática.
5. Tanto a conciliação quanto a mediação são métodos heterocompositivos, pois envolvem a intervenção de um terceiro para a resolução do conflito.Ver gabarito
ERRADO. Ambos são métodos autocompositivos, pois as partes constroem a solução. O terceiro apenas auxilia, não impõe a decisão.
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