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Atuação na equipe interprofissional e interdisciplinar (relacionamento e competências)

Atuação do assistente social em equipes interprofissionais e interdisciplinares · resumo, macete e questões para concurso

Entenda primeiro

Entenda Atuação na equipe interprofissional e interdisciplinar (relacionamento e competências) de um jeito simples

Imagina que você tem um problema grande, tipo uma casa que precisa de vários consertos: o telhado está vazando, a parede está rachada e o encanamento entupido. Se você chamar só um pedreiro, ele pode até tentar resolver tudo, mas talvez não seja o melhor em todas as coisas. É aí que entra a ideia de trabalhar em equipe, que é o que o assistente social faz muito hoje em dia. Ele trabalha com outros profissionais para ajudar as pessoas de um jeito completo.

No mundo real, o assistente social ajuda pessoas que estão passando por dificuldades – tipo não ter onde morar, não ter comida, sofrer violência, ou precisar de ajuda para conseguir um benefício. Mas esses problemas quase nunca são simples, sabe? Uma pessoa que não tem casa pode também estar doente, não ter emprego e ter problemas na família. Se cada profissional – o médico, o psicólogo, o advogado, o assistente social – cuidar só da sua parte, a pessoa não vai ser ajudada de verdade, porque o problema dela é um "pacote" de coisas. Por isso, eles se juntam em equipes.

Existem jeitos diferentes de trabalhar em equipe. Pensa numa orquestra – cada músico toca seu instrumento, mas eles precisam tocar juntos para a música sair bonita. Se cada um tocar o que quer, vira bagunça. A equipe "multiprofissional" é como se cada músico tocasse sua parte, mas sem muita conversa com os outros. Eles estão no mesmo palco, mas cada um no seu quadrado. Já a equipe "interprofissional" é quando eles conversam, trocam ideias, e até mudam um pouco o jeito de tocar para a música ficar melhor, pensando no resultado final. Eles se ajudam a criar uma "partitura" única para a pessoa que precisa de ajuda. E a "transprofissional" é quando eles se conhecem tão bem que um até consegue ajudar o outro na área dele, se precisar, como se um violinista soubesse um pouco de piano para ajudar o grupo.

O assistente social, nesse time, é como um jogador que vê o campo inteiro. Ele não cuida só da doença ou só do dinheiro, mas olha a pessoa como um todo: como ela vive, com quem ela mora, o que ela sente, quais são os direitos dela. Ele conversa com o médico para entender a saúde, com o psicólogo para entender os sentimentos, e com o professor para entender a escola. E ele ajuda a juntar todas essas informações para criar um plano de ajuda que realmente funcione para aquela pessoa. Por exemplo, se uma criança não está indo bem na escola, o assistente social pode descobrir que a família não tem comida em casa, e aí ele vai ajudar a família a conseguir alimentos, o que pode melhorar a vida da criança na escola.

Para o assistente social fazer bem esse trabalho, ele precisa ser bom em várias coisas: saber muito sobre as leis e os direitos das pessoas (a parte técnica), mas também ser bom de papo, saber ouvir, entender o lado dos outros profissionais e defender o que é melhor para a pessoa (a parte de relacionamento). Ele precisa ser como um "tradutor" entre os diferentes profissionais e a pessoa que está sendo ajudada, garantindo que a voz dela seja ouvida e que os direitos dela sejam respeitados. No fim das contas, o trabalho em equipe serve para que a ajuda seja completa e que a pessoa receba o melhor cuidado possível, olhando para todas as partes da sua vida, e não só para um pedacinho dela.

Macete

Como memorizar

COOPERA

Lei seca

O que diz a lei

Art. 4º da Lei nº 8.662/1993Constituem competências do assistente social: I - elaborar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área de Serviço Social; II - contribuir para a viabilização da participação da população nas decisões políticas e na organização social; III - realizar pesquisas que subsidiem a formulação de políticas e ações profissionais; IV - prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública, empresas privadas e outras entidades, em matéria de Serviço Social; V - orientar indivíduos e grupos, no sentido de defender seus direitos e interesses; VI - planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais; VII - treinar, capacitar e avaliar equipes de trabalho do Serviço Social; VIII - participar do planejamento e execução de pesquisas no campo do Serviço Social; IX - prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais; X - planejar, organizar e administrar programas e projetos em unidades de Serviço Social; XI - integrar equipes multiprofissionais e interdisciplinares com participação na elaboração e execução de planos, programas e projetos sociais.Ler no texto oficial ↗
Resolução CFESS nº 493/2006 (Código de Ética)Art. 2º São deveres do assistente social: I - desempenhar suas atividades profissionais com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor; II - pautar sua atuação profissional pela ética, buscando a construção de uma sociedade justa e igualitária; III - participar de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, respeitando as competências e atribuições de cada profissional, visando à integralidade da atenção e à efetividade das intervenções sociais.Ler no texto oficial ↗
Aula escrita

O assunto completo

A atuação do assistente social em equipes interprofissionais e interdisciplinares é um pilar fundamental da prática contemporânea, visando à integralidade da atenção e à complexidade das demandas sociais. Essa abordagem reconhece que os problemas sociais são multifacetados e não podem ser compreendidos ou resolvidos por uma única disciplina. O trabalho em equipe permite a troca de saberes, a complementariedade de olhares e a construção de planos de intervenção mais abrangentes e eficazes, superando a fragmentação do atendimento e promovendo uma visão holística do sujeito e de seu contexto. É um imperativo ético e técnico, especialmente em políticas públicas como saúde, assistência social e educação, onde a complexidade das situações exige respostas articuladas.

O fundamento normativo para essa atuação reside em diversas legislações que preconizam a integralidade e a intersetorialidade. Na saúde, por exemplo, a Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) estabelece a integralidade da assistência como um dos princípios do SUS, o que naturalmente demanda a articulação de diferentes profissionais. Na assistência social, a Lei nº 8.742/1993 (LOAS) e a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) de 2004 também enfatizam a necessidade de ações integradas e de equipes multiprofissionais para a oferta de serviços e benefícios. O Código de Ética Profissional do Assistente Social, em seu Art. 2º, inciso II, destaca o "compromisso com a autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais", o que é facilitado por uma abordagem que considera todas as dimensões da vida humana.

A aula inteira tem cerca de 1100 palavras. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.

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Mapa mental

Equipes Interprofissionais

Conceito
  • Colaboração entre profissões
  • Objetivos comuns
  • Visão integral do usuário
  • Supera fragmentação
  • Articulação de saberes
Tipos de Equipes
  • Multiprofissional: justaposição
  • Interdisciplinar: interação
  • Transdisciplinar: nova área
  • Assistente Social integra
  • Lei 8.662/93, Art. 2º, XIII
Competências AS
  • Interlocução e negociação
  • Articulação de saberes
  • Mediação de conflitos
  • Planejamento conjunto
  • Avaliação compartilhada
Relacionamento
  • Respeito mútuo
  • Comunicação clara
  • Reconhecimento de limites
  • Valorização das diferenças
  • Busca por consenso
Desafios
  • Hierarquias veladas
  • Conflitos de poder
  • Linguagens diferentes
  • Fragmentação do cuidado
  • Falta de tempo
Princípios Éticos
  • Autonomia profissional
  • Sigilo e privacidade
  • Responsabilidade social
  • Defesa de direitos
  • Código de Ética (CFESS)
Integralidade
  • Visão holística do sujeito
  • Atenção completa
  • Articulação de políticas
  • Superação da fragmentação
  • Foco nas necessidades
Atenção

Pegadinhas que a banca explora

Treine

Questões de Certo ou Errado

Julgue o item antes de abrir o gabarito.

1. A atuação do assistente social em equipes interprofissionais exige a subordinação de seus objetivos profissionais aos da equipe, visando à coesão e à eficácia do trabalho conjunto.Ver gabarito
ERRADO. O assistente social deve manter sua autonomia profissional, contribuindo com a equipe sem subordinar seus objetivos ético-políticos, conforme o Código de Ética Profissional.
2. A interdisciplinaridade, ao contrário da multidisciplinaridade, pressupõe a integração e a troca de saberes entre as diferentes áreas, resultando em uma compreensão mais holística do fenômeno social.Ver gabarito
CERTO. Interdisciplinaridade envolve a interação e construção conjunta de conhecimento, superando a mera justaposição de saberes da multidisciplinaridade.
3. A competência do assistente social na equipe interprofissional se restringe à dimensão técnico-operativa, sendo as dimensões ético-política e teórico-metodológica de responsabilidade exclusiva da categoria.Ver gabarito
ERRADO. A atuação do assistente social é multifacetada, abrangendo as dimensões ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa, todas relevantes na equipe.
4. O sigilo profissional do assistente social é absoluto e não pode ser flexibilizado, mesmo diante de demandas da equipe interprofissional que visem à melhoria do atendimento ao usuário.Ver gabarito
ERRADO. O sigilo profissional pode ser flexibilizado em situações específicas, como risco à vida ou autorização do usuário, sempre com base no Código de Ética.
5. A construção de um projeto profissional coletivo é um dos pilares da atuação em equipe interprofissional, permitindo a articulação de diferentes saberes e práticas em prol do usuário.Ver gabarito
CERTO. O projeto profissional coletivo é fundamental para a atuação integrada, garantindo a convergência de esforços e a otimização dos resultados para o usuário.
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