Concordância verbal e nominal
Concordância verbal e nominal: regras gerais e casos especiais · resumo, macete e questões no estilo CESPE/CEBRASPE para concurso
Entenda Concordância verbal e nominal de um jeito simples
A concordância verbal e nominal é como a gente arruma as palavras numa frase para que elas combinem umas com as outras, sabe? É tipo quando você vai montar um quebra-cabeça: as peças precisam se encaixar direitinho para formar a imagem completa. Na língua portuguesa, as palavras também precisam se encaixar para a frase fazer sentido e todo mundo entender o que você quer dizer.
Pense assim: a concordância verbal é quando o verbo – que é aquela palavra que indica uma ação, como 'correr', 'comer', 'estudar' – combina com quem faz a ação. Se uma pessoa só faz a ação, o verbo fica no singular. Por exemplo, 'O menino corre'. Mas se várias pessoas fazem a ação, o verbo vai para o plural. Tipo, 'Os meninos correm'. É como se o verbo perguntasse: 'Quem está fazendo isso? Uma pessoa ou várias?' E ele se adapta à resposta. Se o sujeito – a pessoa ou coisa que faz a ação – é 'eu', o verbo fica de um jeito ('eu como'); se é 'nós', fica de outro ('nós comemos'). É como um time de futebol: se um jogador chuta, a narração é 'ele chuta'; se o time todo ataca, a narração é 'eles atacam'.
Já a concordância nominal é quando os nomes – tipo substantivos (que dão nome às coisas, como 'casa', 'carro'), adjetivos (que dão qualidade, como 'bonita', 'novo') e outras palavrinhas que acompanham os nomes – combinam em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural). É como se as palavras tivessem que usar a mesma roupa para ir à festa. Se você fala 'a casa', que é feminino e singular, o adjetivo que a acompanha tem que ser 'bonita' (feminino e singular também). Não dá para falar 'a casa bonito', porque 'bonito' não combina com 'casa'. Se você fala 'os carros', que é masculino e plural, o adjetivo tem que ser 'novos' (masculino e plural). É como se você tivesse que combinar a cor da sua camisa com a cor da sua calça: se a camisa é azul, a calça também pode ser azul, para combinar.
Tem umas pegadinhas, claro. Por exemplo, a palavra 'meio'. Se você diz 'Ela está meio cansada', 'meio' aqui quer dizer 'um pouco', então ele não muda, é sempre 'meio'. Mas se você diz 'Comi meia maçã', 'meia' aqui é a metade da maçã, então ele combina com 'maçã' (feminino e singular). Outro exemplo é 'É proibido entrada'. Aqui, como não tem 'a' antes de 'entrada', a frase fica 'É proibido'. Mas se você fala 'É proibida a entrada', aí sim, 'proibida' combina com 'a entrada'. É como se a palavra 'a' fosse um convite para a palavra 'proibido' também mudar.
Um exemplo do dia a dia: imagine que você e seu amigo vão jogar bola. Você não diz 'Eu e meu amigo vai jogar', certo? Você diz 'Eu e meu amigo vamos jogar'. O verbo 'ir' – que virou 'vamos' – combinou com 'eu e meu amigo', que são duas pessoas. Isso é concordância verbal. E se vocês usam chuteiras novas, você não diz 'chuteiras novo', mas sim 'chuteiras novas', combinando o adjetivo 'novas' com o substantivo 'chuteiras'. Isso é concordância nominal.
Então, o resumo da ópera é: as palavras precisam se dar bem na frase. O verbo combina com quem faz a ação, e os adjetivos e outras palavrinhas combinam com os nomes que eles acompanham. Assim, a gente fala e escreve de um jeito que todo mundo entende direitinho.
Como memorizar
NÚMERO
- N — Núcleo: o que manda na concordância
- Ú — Unidade: singular ou plural
- M — Masculino: gênero predominante
- E — Exceção: casos especiais
- R — Regra: o que a gramática diz
- O — Oração: verbo concorda com sujeito
O assunto completo
A concordância, seja ela verbal ou nominal, é um dos pilares da norma-padrão da língua portuguesa, garantindo a clareza e a correção gramatical das construções. Em essência, a concordância verbal trata da relação de número e pessoa entre o verbo e seu sujeito, enquanto a concordância nominal se ocupa da harmonia de gênero e número entre o substantivo (ou pronome substantivo) e seus determinantes, como adjetivos, artigos, pronomes adjetivos e numerais. O domínio dessas regras é crucial para a produção textual e para a interpretação, sendo frequentemente cobrado em concursos públicos para avaliar a proficiência do candidato na língua. A não observância dessas normas pode gerar ambiguidades e dificultar a compreensão da mensagem transmitida, comprometendo a comunicação eficaz.
A concordância verbal segue a regra geral de que o verbo concorda em número e pessoa com o seu sujeito. Se o sujeito é simples, o verbo concorda com ele. Por exemplo, em "O aluno estudou", o verbo "estudou" está na 3.ª pessoa do singular para concordar com "O aluno". Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, a concordância é feita no plural: "O aluno e o professor estudaram". Se o sujeito composto vem depois do verbo, a concordância pode ser feita no plural ou com o elemento mais próximo: "Estudaram o aluno e o professor" ou "Estudou o aluno e o professor". Há casos especiais, como o sujeito oracional (verbo no singular: "É necessário que todos estudem"), verbos impessoais (sempre na 3.ª pessoa do singular: "Há muitos problemas"), e verbos "ser", "estar", "parecer" com predicativo (concordam com o predicativo se este for pronome pessoal ou substantivo no plural: "Tudo são flores").
A aula inteira tem cerca de 1000 palavras. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.
Concordância
- Verbo com sujeito
- Número e pessoa
- Sujeito composto: plural
- Sujeito posposto: plural ou mais próximo
- Verbos impessoais: 3ª pessoa singular
- Nome com determinantes
- Gênero e número
- Adjetivo posposto: plural ou mais próximo
- Adjetivo anteposto: plural
- Um substantivo, vários adjetivos
- Verbo haver (existir): singular
- Verbo fazer (tempo): singular
- Pronome se (PA/IS): singular/plural
- Expressões partitivas: dois modos
- Mais de um: singular
- Anexo, incluso, obrigado: variam
- Bastante, caro, longe: advérbios invariáveis
- Meio (advérbio): invariável
- Menos: invariável
- É bom, é necessário: invariável sem determinante
- Antes do verbo: verbo no plural
- Depois do verbo: plural ou mais próximo
- Núcleos de gêneros diferentes: masculino plural
- Núcleos sinônimos: singular ou plural
- Núcleos em gradação: singular ou plural
- Vários substantivos, adjetivo posposto
- Concorda com todos (plural)
- Concorda com o mais próximo
- Vários substantivos, adjetivo anteposto
- Concorda com o mais próximo
- Verbo haver (existir) no plural
- "Menas" em vez de "menos"
- "Meia" quando advérbio
- "Anexo" invariável
- "É proibido" com artigo
Pegadinhas que a banca explora
- Confundir "haver" (existir) com "ter": "Houveram problemas" está errado, o certo é "Houve problemas".
- Usar "menas" em vez de "menos": "Menas pessoas" é erro crasso, o correto é "Menos pessoas".
- Flexionar "meio" quando advérbio: "Ela está meia cansada" é incorreto, o certo é "Ela está meio cansada".
Questões de Certo ou Errado no estilo CESPE/CEBRASPE
Julgue o item antes de abrir o gabarito.
1. Em 'A maioria dos alunos chegou atrasada', a concordância verbal e nominal está correta, pois o verbo e o adjetivo concordam com o núcleo do sujeito ('maioria').Ver gabarito
2. Na frase 'Faz muitos anos que não o vejo', o verbo 'fazer' está empregado corretamente no singular, indicando tempo decorrido.Ver gabarito
3. Em 'É proibido entrada de pessoas não autorizadas', a concordância nominal está incorreta, pois o adjetivo 'proibido' deveria concordar com 'entrada'.Ver gabarito
4. A expressão 'menos' é invariável e, portanto, está corretamente empregada em 'Havia menos pessoas na fila hoje'.Ver gabarito
5. Na oração 'Os Estados Unidos é uma potência mundial', a concordância verbal está incorreta, pois o verbo deveria estar no plural para concordar com o sujeito 'Os Estados Unidos'.Ver gabarito
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