Domínio da estrutura morfossintática do período
Frase, oração e período: conceitos e estrutura · resumo, macete e questões para concurso
Entenda Domínio da estrutura morfossintática do período de um jeito simples
Imagina que a gente está montando frases, como se fossem blocos de LEGO. Para a gente se comunicar bem e entender o que os outros falam, precisamos saber como esses blocos se encaixam. É para isso que serve entender a estrutura das frases e dos períodos – para a gente não fazer uma torre torta ou que caia!
Primeiro, vamos entender a diferença entre três coisas: frase, oração e período. Uma **frase** é qualquer coisa que a gente fala ou escreve e que tem um sentido completo. Tipo, se eu digo “Que legal!”, você entende tudo, né? Isso é uma frase. Ela pode ter um verbo – uma palavra que indica ação, estado ou fenômeno, tipo ‘correr’, ‘ser’, ‘chover’ – ou não. Se tiver verbo, é uma frase verbal; se não tiver, é nominal. Já a **oração** é um pedaço da frase que sempre tem um verbo. Pensa assim: cada verbo que aparece é como um coração batendo, e cada coração é uma oração. Por exemplo, em “Eu comi e dormi”, temos dois verbos, então temos duas orações. E o **período** é a frase completa, que começa com letra maiúscula e termina com um ponto final, de interrogação ou exclamação. Ele pode ter uma oração só (período simples) ou várias orações (período composto). É como um parágrafo bem curtinho.
Quando o período tem várias orações – o período composto –, elas podem se relacionar de duas formas, como se fossem amigos ou como se fossem chefe e funcionário. As **orações coordenadas** são como amigos: cada uma faz seu papel, tem seu sentido completo, e elas se juntam para dar uma ideia maior. Elas podem ser ligadas por uma palavrinha (uma conjunção, tipo 'e', 'mas', 'ou') ou não. Por exemplo, “Eu estudei muito, mas não passei.” Aqui, “Eu estudei muito” e “não passei” são duas orações que poderiam existir sozinhas, mas juntas elas contam uma história completa. A palavrinha 'mas' é a conjunção que as une.
Já as **orações subordinadas** são como um funcionário que depende do chefe. Elas não têm sentido completo sozinhas e precisam de uma **oração principal** – o chefe – para fazer sentido. Elas também têm uma função específica, como se fossem um pedaço que falta na oração principal. Existem três tipos principais: as **substantivas** (que funcionam como um substantivo, tipo o sujeito ou o objeto de uma frase), as **adjetivas** (que funcionam como um adjetivo, dando uma característica a algo) e as **adverbiais** (que funcionam como um advérbio, indicando uma circunstância, como tempo, causa, lugar). Por exemplo, em “Eu quero que você venha.”, “Eu quero” é a oração principal, e “que você venha” é a oração subordinada substantiva, que funciona como o objeto direto do verbo “querer”.
Então, o resumo da ópera é: frase é qualquer coisa com sentido completo; oração é o que tem verbo; e período é a frase que começa com maiúscula e termina com ponto. Se o período tem mais de uma oração, elas podem ser coordenadas (independentes, como amigos) ou subordinadas (dependentes, como chefe e funcionário). Entender isso nos ajuda a escrever e ler melhor, sem confusão!
Como memorizar
SVCA
- S — Sujeito: quem pratica ou sofre a ação
- V — Verbo: a ação ou estado
- C — Complemento: completa o sentido do verbo
- A — Adjunto: adiciona circunstância ou característica
O assunto completo
O domínio da estrutura morfossintática do período é fundamental para a compreensão e produção textual, sendo um dos pilares da Língua Portuguesa. Para iniciar, é crucial distinguir os conceitos de frase, oração e período. A frase é qualquer enunciado linguístico com sentido completo, podendo ser verbal ou nominal. Por exemplo, “Que dia lindo!” é uma frase nominal, pois não possui verbo. Já “Choveu muito ontem.” é uma frase verbal, pois contém um verbo. A oração, por sua vez, é um enunciado que se organiza em torno de um verbo ou locução verbal, não necessariamente possuindo sentido completo isoladamente. O período, finalmente, é a unidade sintática que se inicia com letra maiúscula e termina com um ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências, podendo ser simples (uma única oração) ou composto (duas ou mais orações). Compreender essas distinções é o primeiro passo para analisar a complexidade da sintaxe.
A estrutura do período, seja ele simples ou composto, é regida por relações de dependência e independência entre os termos e as orações. No período simples, temos uma única oração, que é chamada de oração absoluta. Esta oração possui todos os termos essenciais (sujeito e predicado) e, muitas vezes, termos integrantes (complementos verbais e nominais) e acessórios (adjuntos adnominais, adverbiais, aposto, vocativo). A análise sintática do período simples foca na identificação desses termos e suas funções. Por exemplo, em “Os alunos estudaram a matéria com afinco.”, “Os alunos” é o sujeito, “estudaram a matéria com afinco” é o predicado, “estudaram” é o verbo transitivo direto, “a matéria” é o objeto direto e “com afinco” é o adjunto adverbial de modo. A clareza na identificação desses elementos é vital para a interpretação textual e para evitar ambiguidades.
A aula inteira tem cerca de 900 palavras, dividida em 2 partes. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.
Estrutura Período
- Sujeito: quem pratica/sofre
- Predicado: o que se declara
- Núcleo do sujeito
- Núcleo do predicado
- Concordância verbal
- Simples: um núcleo
- Composto: dois ou mais núcleos
- Oculto/Elíptico: identificável
- Indeterminado: não se sabe
- Inexistente: oração sem sujeito
- Verbal: núcleo é verbo
- Nominal: núcleo é nome
- Verbo-nominal: dois núcleos
- Verbo transitivo/intransitivo
- Verbo de ligação
- Objeto direto: sem preposição
- Objeto indireto: com preposição
- Complemento nominal: completa nome
- Agente da passiva: por/pelo
- Predicativo do sujeito/objeto
- Adjunto adnominal: caracteriza nome
- Adjunto adverbial: circunstância
- Aposto: explica, resume
- Vocativo: chamamento
- Expressão de valor
- Simples: uma oração
- Composto: mais de uma
- Oração: verbo ou locução
- Frase: sentido completo
- Diferença entre frase/oração
Pegadinhas que a banca explora
- Confundir sujeito indeterminado com oração sem sujeito: o primeiro tem verbo, o segundo não.
- Diferenciar objeto indireto de complemento nominal: o primeiro completa verbo, o segundo completa nome.
- Identificar predicativo do sujeito e do objeto: o primeiro qualifica o sujeito, o segundo, o objeto.
Questões de Certo ou Errado
Julgue o item antes de abrir o gabarito.
1. Em 'Os alunos estudaram muito, mas não obtiveram bons resultados', a oração 'mas não obtiveram bons resultados' é uma oração coordenada sindética adversativa.Ver gabarito
2. No período 'Embora chovesse, saímos para passear', a oração 'Embora chovesse' é classificada como subordinada adverbial concessiva.Ver gabarito
3. A oração 'É necessário que você estude mais' apresenta uma oração subordinada substantiva objetiva direta.Ver gabarito
4. Em 'Ele é um homem que trabalha muito', a oração 'que trabalha muito' é subordinada adjetiva restritiva.Ver gabarito
5. O período 'Corra, que o tempo urge!' contém uma oração coordenada sindética explicativa.Ver gabarito
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