Regência verbal e nominal
Regência verbal e nominal: conceito, casos e aplicação · resumo, macete e questões para concurso
Entenda Regência verbal e nominal de um jeito simples
Sabe quando você quer montar uma frase e precisa que as palavras se encaixem direitinho para todo mundo entender o que você quer dizer? A regência é exatamente isso! É como se algumas palavras fossem "chefes" – os termos regentes – e outras fossem "ajudantes" – os termos regidos. O trabalho da regência é mostrar como esses ajudantes se conectam aos chefes, muitas vezes usando uma palavrinha mágica chamada preposição – tipo "de", "para", "com", "a".
Pensa que a regência é como um jogo de montar. Se você tem um bloco que é um "chefe" e outro que é um "ajudante", às vezes eles se encaixam direto – tipo quando você diz "Eu amo chocolate". O verbo "amar" é o chefe, e "chocolate" é o ajudante, e eles se conectam sem precisar de nada no meio. Mas, em outras vezes, você precisa de uma pecinha extra para eles se conectarem. Por exemplo, se você diz "Eu gosto de chocolate", o verbo "gostar" é o chefe, e ele precisa da preposição "de" para se ligar ao "chocolate". Se você esquecer o "de", a frase fica estranha, né? "Eu gosto chocolate" não faz sentido. Essa pecinha extra – a preposição – é o que a regência nos ensina a usar corretamente.
Existem dois tipos principais de regência. A primeira é a regência verbal, que é quando o "chefe" é um verbo – uma palavra que indica ação, como "ver", "ir", "gostar". Por exemplo, o verbo "assistir" – que significa "ver" – é um chefe que sempre pede a preposição "a" para o seu ajudante. Então, a gente diz "Eu assisti ao filme", e não "Eu assisti o filme". É como se o verbo "assistir" tivesse uma regra: "Para me conectar a algo que você vai ver, use 'a'!". Mas se "assistir" significa "ajudar", a regra muda: "Eu assisti o doente" – aqui não precisa de "a". Viu como o mesmo chefe pode ter regras diferentes dependendo do que ele quer dizer?
A segunda é a regência nominal, que é quando o "chefe" é um nome – pode ser um substantivo (como "medo", "necessidade"), um adjetivo (como "compatível", "grato") ou um advérbio (como "perto", "longe"). Por exemplo, a palavra "medo" é um chefe que sempre pede a preposição "de". Então, a gente diz "Tenho medo de altura". Não dá para dizer "Tenho medo altura", né? Outro exemplo é "acesso". Ele pede a preposição "a". Então, "Tenho acesso à internet" – e aqui, como "internet" é feminino, o "a" da preposição se junta com o "a" de "a internet" e vira "à" com crase – um acento que parece um chapeuzinho virado.
Então, para que serve a regência? Ela serve para que a gente fale e escreva de um jeito que todo mundo entenda, sem confusão. É como seguir as regras de um jogo: se você segue as regras, o jogo funciona e é divertido. Se não segue, vira uma bagunça. Na língua portuguesa, a regência nos ajuda a evitar que as frases fiquem "bagunçadas" e que a gente diga uma coisa querendo dizer outra. O "resumo da ópera" é: a regência é a parte da gramática que nos ensina a conectar as palavras corretamente, usando ou não preposições, para que a comunicação seja clara e precisa. É a cola que une as frases de um jeito que faz sentido para todo mundo. Isso é muito importante para se comunicar bem na escola, no trabalho e na vida em geral.
Como memorizar
V.N.C.
- V — Verbo: rege complementos verbais (objeto direto, objeto indireto).
- N — Nome: rege complementos nominais ou adjuntos adnominais.
- C — Crase: a regência define a ocorrência da preposição 'a'.
O assunto completo
A regência, tanto verbal quanto nominal, é um dos pilares da sintaxe da língua portuguesa, tratando da relação de dependência entre um termo — o regente — e outro termo — o regido. Essa relação se manifesta pela necessidade ou não de uma preposição para ligar os dois termos, e a escolha da preposição correta é crucial para a clareza e a correção gramatical. Compreender a regência é fundamental para a produção de textos coesos e coerentes, evitando ambiguidades e erros que comprometem a comunicação. No contexto dos concursos públicos, a regência é um tema recorrente, exigindo do candidato não apenas o conhecimento das regras, mas também a capacidade de aplicá-las em diferentes contextos. É a parte da gramática que organiza a "conexão" entre as palavras, garantindo que a mensagem seja transmitida de forma precisa.
A regência verbal ocorre quando o termo regente é um verbo. Os verbos podem ser classificados, quanto à regência, em transitivos diretos (não exigem preposição para ligar-se ao seu complemento, o objeto direto), transitivos indiretos (exigem preposição para ligar-se ao seu complemento, o objeto indireto), transitivos diretos e indiretos (admitem ambos os complementos, um direto e outro indireto), e intransitivos (não exigem complemento). Um exemplo clássico é o verbo "assistir": no sentido de "ver", é transitivo indireto e exige a preposição "a" (Ex.: "Assistimos ao filme"); no sentido de "prestar socorro", é transitivo direto (Ex.: "O médico assistiu o paciente"). A variação de sentido de um verbo pode alterar drasticamente sua regência, sendo este um ponto de grande atenção.
A aula inteira tem cerca de 900 palavras. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.
Regência
- Relação de dependência
- Termo regente
- Termo regido
- Preposição necessária
- Clareza e correção
- Verbo é o regente
- Complemento verbal
- Objeto direto
- Objeto indireto
- Transitividade verbal
- Nome (subst., adj., adv.)
- Complemento nominal
- Adjunto adnominal
- Sempre com preposição
- Ex: medo de, apto a
- Agradar (contentar/causar agrado)
- Aspirar (respirar/desejar)
- Assistir (ver/prestar auxílio)
- Implicar (acarretar/ter implicância)
- Visar (mirar/almejar)
- Regência define 'a'
- Verbo/nome + 'a'
- Substantivo feminino
- Ex: ir à feira
- Ex: obedecer à lei
- Mesmo verbo, sentidos
- Regências diferentes
- Ex: pagar (algo/a alguém)
- Ex: perdoar (algo/a alguém)
- Atenção ao contexto
- Omissão de preposição
- Uso de preposição errada
- Confusão OD/OI
- Crase indevida/ausente
- Verbos de dupla regência
Pegadinhas que a banca explora
- Confundir regência verbal com nominal: a primeira rege complementos verbais, a segunda, nominais.
- Ignorar a variação de sentido de verbos: o mesmo verbo pode ter regências diferentes dependendo do significado.
- Errar a preposição exigida: a preposição é determinada pelo regente e essencial para a correção.
Questões de Certo ou Errado
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1. Na frase 'Ele aspirava o ar puro da montanha', o verbo 'aspirar' é transitivo direto e significa 'respirar'.Ver gabarito
2. A regência do verbo 'implicar' no sentido de 'acarretar', 'resultar' exige a preposição 'em'.Ver gabarito
3. A frase 'Ele obedeceu ao regulamento' está correta, pois o verbo 'obedecer' exige a preposição 'a'.Ver gabarito
4. O verbo 'assistir', no sentido de 'ver', 'presenciar', é transitivo direto.Ver gabarito
5. A regência nominal de 'acesso' permite tanto 'a' quanto 'para', como em 'acesso à informação' ou 'acesso para a informação'.Ver gabarito
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