Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração
Orações e termos coordenados: conceito, tipos e uso · resumo, macete e questões para concurso
Entenda Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração de um jeito simples
Imagine que você está construindo uma frase, como se estivesse montando um trem. As relações de coordenação são como quando você junta vagões que são todos do mesmo tipo e podem andar sozinhos, mesmo que estejam conectados. Eles não dependem um do outro para funcionar, mas juntos formam um trem maior e mais completo. Isso serve para a gente conseguir expressar várias ideias que têm a mesma importância, uma do lado da outra, sem que uma ideia seja 'chefe' da outra.
Quando falamos em 'orações coordenadas', estamos falando de frases completas – aquelas que têm um verbo e fazem sentido sozinhas – que são ligadas umas às outras. Pense assim: você tem a frase 'Eu comi bolo' e a frase 'Eu bebi suco'. Cada uma faz sentido sozinha, certo? Se você as junta com uma palavrinha como 'e', fica 'Eu comi bolo e bebi suco'. Essa palavrinha 'e' é como um engate que une os vagões, mas cada vagão – cada frase – continua sendo independente. As palavrinhas que fazem essa ligação são chamadas de 'conjunções coordenativas' – tipo 'e', 'mas', 'ou', 'logo', 'porque'. Elas dão um 'sabor' diferente à ligação: 'e' adiciona, 'mas' contrasta, 'ou' dá opção, 'logo' conclui, 'porque' explica.
Já os 'termos da oração coordenados' são como se você estivesse colocando vários brinquedos iguais na mesma prateleira. Por exemplo, na frase 'Comprei maçãs, bananas e laranjas', as palavras 'maçãs', 'bananas' e 'laranjas' são todas nomes de frutas que você comprou. Elas têm a mesma função na frase – são o que você comprou – e são ligadas pela vírgula ou pela palavrinha 'e'. Nenhuma fruta é mais importante que a outra para a lista de compras. Elas estão no mesmo nível, lado a lado, como se fossem amigos que andam juntos, mas cada um tem sua própria identidade.
Então, a grande diferença é que, na coordenação, as partes são 'iguais' em importância e podem viver sozinhas. É como ter dois amigos que vão ao cinema: um compra o ingresso, e o outro compra a pipoca. Cada um faz sua parte, mas nenhum depende do outro para ir ao cinema. Se um não puder ir, o outro ainda pode ir sozinho. Em contraste, na 'subordinação' – que é o contrário da coordenação –, uma parte da frase é como um filho que depende dos pais para viver. Ela não faz sentido sozinha e precisa da outra parte para ter um significado completo.
Para a prova, o segredo é prestar atenção nas palavrinhas que ligam as frases ou os termos. Se a palavra for um 'e', um 'mas', um 'ou', um 'logo' ou um 'porque' (quando explica algo da frase anterior), provavelmente estamos falando de coordenação. Lembre-se: as partes coordenadas são como irmãos que moram na mesma casa, mas cada um tem seu próprio quarto e sua própria vida. Eles se dão bem, mas não dependem um do outro para existir. O resumo da ópera é: coordenação une elementos independentes, seja entre frases ou entre palavras, usando conjunções ou vírgulas para mostrar que eles estão no mesmo nível de importância.
Como memorizar
CAVE
- C — Conectivos: palavras que ligam orações ou termos.
- A — Aditivas: somam ideias (e, nem, mas também).
- V — Adversativas: contrastam ideias (mas, porém, todavia).
- E — Explicativas: justificam (porque, que, pois antes do verbo).
O assunto completo
As relações de coordenação na Língua Portuguesa referem-se à união de elementos sintáticos que possuem a mesma função e são independentes entre si, ou seja, um não depende do outro para ter sentido completo. Essa independência é a característica distintiva da coordenação, contrastando com a subordinação, onde há uma relação de dependência sintática. A coordenação pode ocorrer entre orações, formando o que chamamos de período composto por coordenação, ou entre termos da oração, como substantivos, adjetivos, advérbios ou verbos, que desempenham a mesma função sintática dentro de uma mesma oração. Compreender essas relações é fundamental para a construção de frases claras e coesas, além de ser um ponto frequentemente explorado em provas de concursos públicos para avaliar a capacidade de análise sintática do candidato.
O fundamento normativo para o estudo da coordenação reside na gramática normativa da língua portuguesa, que classifica e organiza as estruturas sintáticas para garantir a clareza e a correção da comunicação. As orações coordenadas são aquelas que, embora ligadas por uma conjunção coordenativa ou justapostas, mantêm sua autonomia sintática. Isso significa que cada oração coordenada poderia, em tese, existir como uma oração simples e independente. Por exemplo, em "Ele estudou muito, mas não passou", as orações "Ele estudou muito" e "não passou" são coordenadas, pois cada uma tem sentido completo por si só, sendo ligadas pela conjunção "mas". Já os termos coordenados são elementos que exercem a mesma função sintática dentro de uma oração, como em "Comprei pão, leite e ovos", onde "pão", "leite" e "ovos" são objetos diretos coordenados.
A aula inteira tem cerca de 1000 palavras. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.
Coordenação
- Sintaticamente independentes
- Semanticamente ligadas
- Assindéticas (sem conjunção)
- Sindéticas (com conjunção)
- 5 tipos de sindéticas
- Ideia de soma, adição
- Conjunções: e, nem, mas também
- Não usar vírgula antes de 'e'
- Exceção: sujeitos diferentes
- Exceção: 'e' com valor adversativo
- Ideia de contraste, oposição
- Conjunções: mas, porém, todavia
- Sempre usar vírgula antes
- Conjunção deslocada: vírgulas
- Expressões: no entanto, entretanto
- Ideia de escolha, alternância
- Conjunções: ou, ou...ou, ora...ora
- Pode haver vírgula ou não
- Normalmente sem vírgula
- Com vírgula se houver pausa
- Ideia de conclusão, consequência
- Conjunções: logo, portanto, por isso
- Sempre usar vírgula antes
- Conjunção deslocada: vírgulas
- Exemplo: 'Estudou, logo passou.'
- Ideia de explicação, justificativa
- Conjunções: porque, que, pois (antes V)
- Sempre usar vírgula antes
- Pois (depois V) é conclusivo
- Não confundir com causal
- Mesma função sintática
- Ligados por conjunções
- Ex: 'Comprei pão e leite'
- Ex: 'Ele é alto, mas magro'
- Não são orações completas
Pegadinhas que a banca explora
- Confundir oração coordenada explicativa com oração subordinada adverbial causal: a explicativa justifica uma ordem ou constatação anterior.
- O uso da vírgula antes da conjunção 'e': geralmente não se usa, mas é obrigatória se os sujeitos forem diferentes ou se 'e' tiver valor adversativo.
- A posição do 'pois': antes do verbo é explicativo; depois do verbo é conclusivo.
Questões de Certo ou Errado
Julgue o item antes de abrir o gabarito.
1. Em 'Ele estudou muito e passou no concurso', a conjunção 'e' estabelece uma relação de coordenação aditiva entre as orações.Ver gabarito
2. Na frase 'Não só estuda, mas também trabalha', a relação entre as orações é de coordenação adversativa.Ver gabarito
3. As orações coordenadas assindéticas são aquelas que se unem por meio de conjunções coordenativas.Ver gabarito
4. Em 'Ou você estuda, ou você trabalha', a conjunção 'ou' expressa uma ideia de alternância ou exclusão.Ver gabarito
5. A oração 'Ele é inteligente, porém preguiçoso' apresenta uma relação de coordenação explicativa.Ver gabarito
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