Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração
Orações subordinadas substantivas: conceito e tipos · resumo, macete e questões para concurso
Entenda Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração de um jeito simples
Sabe quando você quer montar uma frase mais "chique" ou mais completa, que não seja só "Eu gosto de bolo"? É aí que entram as relações de subordinação! Elas servem para a gente juntar ideias de um jeito que uma ideia "dependa" da outra, como se uma fosse a ajudante da outra. Imagina que você tem uma frase principal – tipo a mãe da família – e aí você tem uma frase subordinada – que é o filho que ajuda a mãe. O filho não vive sozinho, ele depende da mãe, certo? Na gramática é parecido: a oração subordinada precisa da principal para fazer sentido completo e para ter uma função na frase.
Hoje vamos falar de um tipo especial de oração subordinada: as substantivas. Elas são chamadas assim porque agem como um substantivo na frase. Pensa assim: um substantivo é uma palavra que dá nome a algo (mesa, amor, João). As orações substantivas fazem o mesmo, mas com uma frase inteira! Por exemplo, em vez de dizer "Eu quero um bolo", você pode dizer "Eu quero que você faça um bolo". A parte "que você faça um bolo" está agindo como se fosse o "bolo", ou seja, como um substantivo. Para ter certeza, você pode tentar trocar a oração toda por "isso" ou "aquilo". Se der certo ("Eu quero isso"), é uma oração substantiva!
Existem seis tipos de orações substantivas, e cada uma tem um "trabalho" diferente na frase. A objetiva direta é como o brinquedo que você quer: "Eu quero que você me dê o brinquedo" – "que você me dê o brinquedo" é o que você quer diretamente. A objetiva indireta é como quando você precisa de algo: "Eu preciso de que você me ajude" – "de que você me ajude" é do que você precisa. A completiva nominal é quando a oração completa o sentido de um nome, tipo um adjetivo ou outro substantivo: "Tenho certeza de que ele virá" – "de que ele virá" completa a palavra "certeza".
As outras três são: a subjetiva, que é o sujeito da frase – a pessoa ou coisa que faz a ação. Por exemplo, em "É importante que você estude", a parte "que você estude" é o que é importante, então é o sujeito. A apositiva é como uma explicação extra, que geralmente vem depois de dois pontos: "Só peço uma coisa: que você seja feliz". E a predicativa é quando a oração diz o que o sujeito é, usando um verbo como "ser" ou "estar": "Meu sonho é que eu viaje o mundo".
Então, o "resumo da ópera" é: as orações subordinadas substantivas são frases que agem como substantivos dentro de uma frase maior. Elas se conectam à frase principal e cada tipo tem uma função diferente, como ser o sujeito, o objeto, ou uma explicação. Saber identificar cada uma ajuda muito a entender e a escrever melhor em português!
Como memorizar
CAVA
- C — Conectivo: a oração subordinada sempre tem um conectivo (conjunção ou pronome relativo).
- A — Adjetiva: funciona como adjetivo, modificando um substantivo anterior.
- V — Substantiva: funciona como substantivo (sujeito, objeto, complemento nominal, etc.).
- A — Adverbial: funciona como advérbio, indicando circunstância (tempo, causa, condição).
O assunto completo
As relações de subordinação na Língua Portuguesa são um dos pilares para a construção de frases complexas e para a compreensão da hierarquia sintática entre os elementos. Diferentemente da coordenação, onde as orações ou termos são independentes entre si, na subordinação, há uma dependência sintática: uma oração (a subordinada) "serve" à outra (a principal), completando-lhe o sentido ou exercendo uma função sintática em relação a ela. Essa dependência pode ser comparada à relação entre um chefe e seu subordinado em uma empresa: o subordinado executa tarefas que são essenciais para o funcionamento do setor do chefe. No contexto das orações, a oração subordinada não possui sentido completo isoladamente e precisa da oração principal para ter sua função sintática definida, sendo introduzida, na maioria das vezes, por conjunções ou pronomes relativos.
Dentro das orações subordinadas, a primeira grande categoria que estudaremos são as orações subordinadas substantivas. Elas recebem essa denominação porque exercem funções sintáticas próprias de um substantivo ou de um sintagma nominal em relação à oração principal. Isso significa que, se pudermos substituir a oração subordinada por um substantivo (como "isso", "aquilo", "a verdade"), estamos diante de uma oração substantiva. Elas são geralmente introduzidas por conjunções integrantes "que" ou "se", que não possuem função sintática própria, apenas ligam a oração subordinada à principal. A identificação correta dessas orações é crucial para a análise sintática e para a pontuação adequada, pois a vírgula, por exemplo, é frequentemente dispensada entre a principal e a substantiva quando esta não é deslocada.
A aula inteira tem cerca de 800 palavras, dividida em 2 partes. Continue lendo dentro da PersisteIA, com palavras-chave coloridas, marca-texto e leitura em voz alta.
Subordinação de Orações
- Dependência sintática
- Oração principal
- Oração subordinada
- Sentido incompleto sozinha
- Conjunções subordinativas
- Pronomes relativos
- Advérbios interrogativos
- Sem conectivo (reduzidas)
- Função de substantivo
- Introduzidas por 'que', 'se'
- Podem ser substituídas por 'isso'
- 6 tipos: Subjetiva, Objetiva Direta...
- Função de adjetivo
- Introduzidas por pronome relativo
- Restritivas (sem vírgula)
- Explicativas (com vírgula)
- Função de advérbio
- Indicam circunstância
- Introduzidas por conjunção
- 9 tipos: Causal, Temporal, Condicional...
- Sujeito, Predicado
- Objeto Direto/Indireto
- Complemento Nominal
- Adjunto Adnominal/Adverbial
Pegadinhas que a banca explora
- Confundir oração subordinada com coordenada: a coordenada é independente sintaticamente.
- Não identificar o conectivo: ele é chave para classificar a oração subordinada.
- Trocar adjetiva restritiva por explicativa: a vírgula faz toda a diferença no sentido.
Questões de Certo ou Errado
Julgue o item antes de abrir o gabarito.
1. A oração subordinada substantiva exerce função sintática própria de substantivo, podendo ser substituída por 'isso'.Ver gabarito
2. Em 'É necessário que você estude', a oração 'que você estude' é subordinada substantiva objetiva direta.Ver gabarito
3. As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por conjunções integrantes e podem ser restritivas ou explicativas.Ver gabarito
4. O termo 'de livros' em 'gosto de livros' é um complemento nominal, pois completa o sentido de um substantivo abstrato.Ver gabarito
5. A oração 'Os alunos que estudaram foram aprovados' contém uma oração subordinada adjetiva restritiva, sem vírgulas.Ver gabarito
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